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Manutenção, Administração de Redes e Administração de Servidores.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Tecnologia empresarial: como lidar com as mudanças do mercado?


 Ano após ano, empresas dos mais diversos segmentos buscam soluções inovadoras com o intuito de melhorar serviços e gerenciamento de suas ações. Nesse contexto, apostas em tecnologia continuam sendo as mais bem-sucedidas, tendo em vista que há infinitas possibilidades a serem trabalhadas.

E se a pandemia de covid-19 acelerou alguns processos no mundo corporativo, incluindo investimentos em conectividade e gestão de segurança digital, há mais caminhos para serem descobertos com o passar do tempo.

Quer saber mais dessa jornada transformacional na área de Tecnologia da Informação (TI) nas empresas? Acesse o link e leia matéria completa:

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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Você sabe a diferença entre os tipos de internet 5G?

A principal faixa do 5G entrou em operação na cidade de São Paulo dia 4 de agosto deste ano. É ela que comporta o "standalone" (autossuficiente, em inglês) ou SA, também conhecido como a versão "pura" da quinta geração de internet móvel.

👉A novidade agora é a faixa de 3,5 GHz, que é considerada a principal "avenida" para circulação dos dados no 5G. Mas ela não está disponível para qualquer pessoa com um celular que suporte a rede. Em São Paulo, por exemplo, a cobertura do 5G será de 25% da área urbana, segundo o Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi). Saiba mais 👇

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https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/08/04/qual-a-diferenca-entre-os-tipos-de-internet-5g.ghtml 


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

O que são dados sensíveis de acordo com a LGPD?


Entenda quais são os tipos de dados abordados pela LGPD:

Dados Pessoais

A partir da Lei n.º 13.709/2018 a proteção de dados passou a ser um compromisso dos(as) cidadãos(ãs), da administração pública e das empresas que utilizam esses dados.

O dado pessoal é aquele que possibilita a identificação, direta ou indireta, da pessoa natural.

São exemplos de dados pessoais:

- nome e sobrenome;

- data e local de nascimento;

- RG;

- CPF;

- retrato em fotografia;

- endereço residencial;

- endereço de e-mail;

- número de cartão bancário;

- renda;

- histórico de pagamentos;

- hábitos de consumo;

- dados de localização, como por exemplo, a função de dados de localização no celular;

- endereço de IP (protocolo de internet);

- testemunhos de conexão (cookies);

- número de telefone.

 

Dados Sensíveis

Dentre os dados pessoais, há aqueles que exigem maior atenção no tratamento: aqueles relacionados a crianças e adolescentes; e os “sensíveis”, que são os que revelam origem racial ou étnica, convicções religiosas ou filosóficas, opiniões políticas, filiação sindical, questões genéticas, biométricas e sobre a saúde ou a vida sexual de uma pessoa.

Quando o dado corresponder a menores de idade, é imprescindível obter o consentimento específico e em destaque dado por pelo menos um dos pais ou responsável legal e se limitar a pedir apenas o conteúdo estritamente necessário, sem repasse a terceiros.

Poderão ser coletados dados pessoais de menores sem o consentimento, apenas, quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o(a) responsável legal, podendo ser utilizados uma única vez e sem armazenamento, ou para sua proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiros sem o consentimento dado por pelo menos um dos pais ou pelo(a) responsável legal.

Sobre os dados sensíveis, o tratamento depende do consentimento explícito do(a) titular dos dados e para um fim definido. E, sem esse consentimento do(a) titular, a LGPD define que somente será possível, quando a informação for indispensável em situações relacionadas a uma obrigação legal; a políticas públicas; a estudos via órgão de pesquisa; ao exercício regular de direitos; à preservação da vida e da integridade física de uma pessoa; à tutela de procedimentos feitos por profissionais das áreas da saúde ou sanitária; à prevenção de fraudes contra o(a) titular.

 

Dados Públicos

O tratamento de dados pessoais públicos deve considerar a finalidade, a boa-fé e o interesse público que justificaram a sua disponibilização. A LGPD define que uma organização pode, sem precisar pedir novo consentimento, tratar dados tornados públicos pelo(a) titular em momento anterior e de forma evidente. Porém, se a organização quiser compartilhar esses dados com outras organizações, necessariamente ela deverá pedir outro consentimento para esse fim - resguardadas as hipóteses de dispensa previstas na Lei.

É importante destacar que a LGPD também se relaciona com a Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/11, e com princípios constitucionais, a exemplo do inciso XXXIII, do artigo 5º: “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.


Dados Anonimizados

A anonimização é uma técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar a pessoa, garantindo sua desvinculação. Nestes casos, a LGPD não se aplicará ao dado.

Ressalta-se que o dado somente é considerado anonimizado se não permitir que, por meios técnicos ou outros, seja reconstruído o caminho para revelar quem é o(a) titular do dado. Se a identificação ocorrer, não se tratará de dado anonimizado, mas sim de dado pseudonimizado, e estará sujeito à LGPD.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Alan Turing: herói da humanidade, pai da computação e vítima da crueldade LGBTfóbica

Há 67 anos, no dia 7 de junho de 1954, o matemático, criptoanalista (estudioso da decifração de códigos) e pioneiro das ciências da computação Alan Turing foi encontrado morto em sua casa, em Wilmslow, na Inglaterra, ao lado de uma maçã, parcialmente mordida, que, acredita-se, havia sido recheada com cianeto.

Esta teria sido a forma bastante dramática que ele escolheu para por fim à própria vida depois de perder a batalha contra a depressão desencadeada por ter sido obrigado, 18 meses antes, a fazer a “escolha” entre dois anos de prisão ou a chamada “castração química”, após ser detido e condenado por “homossexualismo”.

Turing morreu duas semanas antes de completar 42 anos, mas já tinha dado contribuições inestimáveis à humanidade e que, literalmente, ajudaram a moldar a mundo desde então. A mais conhecida delas foi sua participação decisiva para decifrar o Enigma, o código secreto do nazismo, durante a II Guerra Mundial. Uma façanha que, contudo, deve ser entendida como parte de estudos e pesquisas muito mais amplos, que lhe garantiram o título de “pai” da Ciência da Computação.

Sua morte foi responsabilidade do Estado britânico. Uma dentre as milhares provocadas pela criminalização da homossexualidade, que vigorou no Reino Unido até 1967 e, também, exemplo abominável da chamada “cura gay”, ainda hoje defendida por fundamentalistas e LGBTfóbicos mundo afora.

Assim como a tentativa de praticamente apagá-lo da História, até muito recentemente (rompida principalmente com o lançamento do filme “O jogo da imitação”, em 2014), é típica da hipocrisia de uma sociedade para a qual lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexos podem até fazer contribuições imprescindíveis, sem que isso signifique que sequer sejam tratados como parte da humanidade.

Uma mente brilhante apaixonada pelo funcionamento da mente

Nascido numa tradicional e conservadora família britânica, em 23 de junho de 1912, Turing foi um daqueles garotos cuja sensação de “inadequação” ao mundo teve como conseqüência o mergulho nos livros e o isolamento social, que, em muitos casos, permite um olhar mais cuidadoso e detido sobre o mundo ao redor. Uma sensação típica de quem, ainda adolescência, se viu apaixonado por um amigo, Christopher Morcom, cuja morte precoce e repentina (em 1930, por tuberculose bovina) o marcou profundamente.

Naquela que é considerada o melhor biografia sobre o matemático, “Alan Turing: The Enigma” (1983), o escritor Andrew Hodges lembra que Turing não só se referia a Morcom como seu “primeiro amor”, como também afirmava que foi a desejo de continuar o legado intelectual do companheiro (morto aos 19 anos) que impulsionou seus estudos e, também, fizeram dele um ateu convicto e um materialista.

A importância e significado desta relação ficaram registrados na correspondência que Turing manteve com a mãe de Morcom durante toda sua vida. “Tenho certeza de que não poderia ter encontrado em lugar nenhum outro companheiro tão brilhante e, ao mesmo tempo, tão charmoso e despretensioso. Eu considerava meu interesse em meu trabalho, e em coisas como astronomia (que ele me apresentou), como algo a ser compartilhado com ele e acho que ele sentia o mesmo por mim (…). Eu sei que devo colocar muita energia e interesse pelo meu trabalho como se ele estivesse vivo, porque é isso que ele gostaria que eu fizesse”, escreveu Turing para Isobel Morcom.

Também segundo Hodges, ainda na adolescência, Turing começou a demonstrar um interesse excepcional por tudo que tinha a ver com o funcionamento do mundo, algo que fez com que ele se dedicasse ao estudo de Biologia, Química, Física e Neurologia. Mas seu maior fascínio era o funcionamento da mente e, de forma muito especial, a possibilidade de criar máquinas que pudessem reproduzir os processos mentais; ou seja, que fossem capazes de aprender, “pensar” e executar tarefas.

Aos 15 anos, Turing já resolvia problemas matemáticos complexos e tinha desenvolvido o interesse em reproduzir, através de equações e cálculos, a funcionamento do cérebro e dos raciocínios lógicos. Questões que passou a perseguir quando ingressou no renomado King´s College, na Universidade de Cambridge, em 1931.

Pai da computação e da “inteligência artificial”

Em uma série de ensaios e estudos publicados na década de 1930, todos eles considerados essenciais no desenvolvimento da Matemática, Turing demonstrou, teoricamente, que seria possível construir uma “máquina de computação universal” capaz de realizar qualquer tarefa matemática concebível caso ela pudesse ser representada através de um algoritmo. Ou seja, através de uma sequência finita de instruções e procedimentos (precisos e padronizados) destinados à solução do problema previamente estabelecido.

Essa noção, publicada em artigos como “Sobre as Máquinas Computáveis” (1937), quando ele tinha apenas 25 anos, é o que, hoje, possibilita que você, leitor ou leitora, esteja lendo este texto em seu computador ou celular, pois foi a partir dela que se criou o que ficou conhecido como “Máquina de Turing”, um modelo teórico, que propunha a possibilidade de construir um equipamento (mecânico ou eletrônico) que, através de cálculos previamente estabelecidos, mudaria de função (passando para uma nova fase) conforme a necessidade, permitindo definir e, quando possível, resolver problemas por meio de uma sequência de etapas.

Além disso, também devemos a ele o chamado “Teste de Turing”, que consistia em pedir a uma pessoa que mandasse uma série de perguntas para o computador e, depois de analisar as respostas dadas por ele, tentar diferenciar se a resposta dada pelo sistema foi elaborada pelo ser humano ou pela máquina. Ou seja, seu objetivo era verificar se o computador seria capaz de imitar e pensar como o cérebro humano, o que nada mais é do que a base do que, hoje, chamamos “inteligência artificial”, uma noção que ele desenvolveu em um artigo publicado em 1950 (“Maquinaria Computacional e Inteligência”), no qual desenvolveu a noção de “jogo da imitação”.

Decifrando o enigma nazista

Com a explosão da II Guerra, Turing foi convocado para integrar o serviço de inteligência britânico e, entre 1939 e 1941, se juntou a uma equipe destinada a decodificar as mensagens trocadas pelos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) e, particularmente, as criadas por um equipamento conhecido como Enigma, cuja maior dificuldade residia em sua capacidade de criptografar (codificar) as mensagens com configurações que eram alteradas todos os dias.

Turing e sua equipe (com destaque para o também matemático Gordon Welchman) foram peças fundamentais para o desenvolvimento de novas versões de decodificadores mecânicos que já haviam sido desenvolvidos por poloneses e eram conhecidos como “bombas eletromecânicas”.

Apenas para se ter uma ideia da complexidade e dimensão da tarefa encarada por Turing, vale citar alguns dados da máquina, sem sequer entrar detalhes sobre os procedimentos, comandos e cálculos que ela era capaz de realizar. O enorme computador pesava quase uma tonelada e tinha cerca de 1,80 m altura. Conhecida como “A bomba”, o trambolho tinha 108 eixos, agrupados em nove linhas, com 12 espaços cilíndricos encaixados em tambores, que, depois de programados manualmente, por meio de cartões com pequenos furos, giravam simultaneamente, combinando as letras de cada tambor com as mensagens captadas em agrupamentos de três letras, analisando, ao final de cada ciclo, um total de 17.576 posições diferentes, identificando os trechos que se repetiam e determinando quais seriam as letras seguintes.

Complexidade à parte, o importante é que o equipamento foi essencial para prever as movimentações das tropas do Eixo e possibilitar que os Aliados se antecipassem ou traçassem seus planos, como, por exemplo, o desembarque das tropas na Normandia, no chamado “Dia D”, e muitas das batalhas realizadas no norte da África.

A inadequação a um mundo opressivo

Encarar a exaustiva tarefa, não foi nada fácil para Turing, até mesmo pela necessidade do trabalho coletivo, algo bastante difícil para alguém considerado um “excêntrico” (um “esquisitão”, como se diria hoje) que não dava muita atenção para as chamadas “regras sociais” e vivia num mundo à parte. Uma característica que também se refletiu, para o bem e para o mal, na forma como Turing liderou com sua homossexualidade.

O que se sabe é que, entre os mais próximos, ele não fazia questão alguma em omitir sua orientação sexual. Pelo contrário. Para os amigos, ele declarava que não tinha vergonha alguma em ser quem era e nem fazia muita esforço para esconder seus relacionamentos. Diante do resto do mundo, ele simplesmente acreditava que não era necessário dar satisfações sobre sua vida pessoal.

Parte desta postura provavelmente foi alimentada pela ilusão de que o Estado lhe devia, no mínimo, algum reconhecimento e respeito, em função de seus estudos e, principalmente, do papel que cumprira durante a II Guerra. Uma crença um tanto ingênua, como ficou provado, mas que também tinha raízes no ambiente de relativa liberdade em que Turing viveu, em seus tempos de universidade.

Nos anos 1930, a Universidade de Cambridge era uma espécie de gueto, bastante elitizado, que abrigava um sacudido grupo de intelectuais e artistas conhecido como o “Grupo de Bloomsbury” que tinha dentre seus famosos membros vários gays, lésbicas e bissexuais como os escritores E.M. Forster, Virginia Woolf e Vita Sackville-West; os pintores Lytton Stratchey e Duncan Grant e o economista e matemático John Maynard Keynes (diga-se de passagem, bastante reconhecido, inclusive dentro de um setor da esquerda, por suas teorias econômicas, mas raramente lembrado por suas inúmeras relações afetivas com homens).

Blindado pela posição social, por casamentos de fachada (ou simplesmente condizentes com a bissexualidade) e a restrição a segmentos artísticos e intelectuais, o Grupo de Bloomsbury, de qualquer forma, permitiu que jovens como Turing transitassem por um ambiente de relativa aceitação para gays e lésbicas, mantendo-se numa distância razoavelmente segura da legislação britânica que, até 1861, punia as “práticas indecentes” e o “pecado nefando” (tão abominável que o nome sequer poderia ser pronunciado) com a pena de morte.

De qualquer forma, nos anos 1940, Turing chegou a propor casamento a uma amiga cientista (Joan Clarke), percebendo que sua proximidade dos altos escalões do governo poderia colocá-lo em perigosa evidência. Os dois acabaram chegando à conclusão de que o casamento seria uma péssima ideia e Turing adotou para sua vida afetiva e sexual a mesma perspectiva que tinha diante da ciência: encarar o “problema” de frente, buscando a forma mais simples e direta para resolvê-lo.

Uma postura certamente louvável e audaciosa, mas que acabou lhe custando muito caro, como fica evidente pela sequência de eventos que o levou à morte.

Uma vítima da tentativa de “recomposição da ordem” no pós-guerra

A naturalidade com a qual encarava sua homossexualidade e sua postura meio desencanada com as “coisas do mundo” levaram Turing a cometer um erro fatal. Em 1952, sua casa foi furtada e, procurando colaborar com as investigações, o matemático declarou abertamente que o assaltante provavelmente tinha sido um amigo de seu companheiro na época, Andrew Murray, um jovem de 19 anos.

Foi assim que ele entrou na delegacia na condição de vítima e saiu como criminoso, sendo condenado, por “indecência grosseira”, como determinado pela Lei de 1885, a dois anos de prisão ou à chamada castração química, através da injeção de um coquetel de hormônios. Murray foi condenado à prisão condicional.

De imediato, Turing rejeitou a hipótese da prisão, que significaria seu afastamento dos estudos, acreditando, inclusive, que poderia encarar os efeitos do coquetel com certa tranqüilidade. Contudo, a “terapia” resultou em impotência, drásticas mudanças físicas (como crescimento dos seios) e alterações de humor que, juntamente ao isolamento social provocado pelo escândalo, o colocaram em um estado de profunda depressão.

Uma situação em muito agravada pelo fato de ele passou a ser visto como uma “ameaça à segurança nacional”, o que significou na negação de acesso às agências governamentais (as únicas que ofereciam reais condições para o desenvolvimento de um trabalho de ponta), o que o obrigou a limitar sua atividade à pesquisa acadêmica.

Motivos que levam a acreditar que a hipótese mais provável para sua morte tenha sido, de fato, o suicídio (ao contrário de um suposto envenenamento provocado pelos remédios, como também se cogitou). Contudo, suicídio ou não, o fato é que Turing foi uma vítima da LGBTfobia institucionalizada pelo Estado britânico e, também, da onda conservadora (ou “restituidora da ordem”) que varria o mundo no período pós-Guerra.

Depois de quase uma década de conflitos, com mobilizações de tropas e deslocamentos populacionais (leia-se, seres humanos) numa escala jamais vista, o mundo e, muito particularmente, os chamados setores oprimidos atravessavam por uma situação ultra peculiar.

Afinal, mulheres haviam “aprendido” a viver, por anos, longe da tutela de pais, maridos e irmãos, assumindo as rédeas de suas próprias vidas e ocupando os mais diversos postos no mercado de trabalho e na sociedade. LGBTIs, que se pensavam “aberrações” solitárias e únicos exemplares de sua própria espécie, haviam abandonado suas cidadezinhas e encontrado outros como eles/elas próprios. Negros e negras, mesmo em pelotões segregados, lutaram pela liberdade e a democracia que lhes eram historicamente negadas, passando a serem vistos (inclusive por brancos) como “companheiros em armas”.

E, passada a Guerra, a burguesia estava disposta a fazer o que fosse necessário para recolocar ordem nesta situação. Nos Estados Unidos, esse projeto assumiu a forma de uma violentíssima caça às bruxas que entrou para a História com o nome de Macartismo, em referência ao senador Joseph McCarthy, cujas audiências inquisitoriais promoveram um processo de expurgo de comunistas, socialistas, LGBTIs ou quaisquer outros considerados ameaças aos sistemas.

Os homossexuais, particularmente, eram considerados símbolos da “degeneração social”, ameaças à ordem e potenciais riscos à segurança nacional, já que serviam ao projeto comunista de destruição do mundo capitalista e seus valores. O resultado? Somente nos Estados Unidos, entre 1947 e 1950, cerca de 1.700 pedidos de emprego federais foram negados; 4.380 pessoas foram dispensados ​​do serviço militar e outras 420 foram demitidos de seus empregos no governo, sob a “suspeita de homossexualismo”.

Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria incluiu o “homossexualismo” no Manual de Diagnóstico e Estatísticas (DSM), como um transtorno mental, medida semelhante a que passou a vigorar mundo afora. Assim como também se popularizaram as campanhas de “prevenção à perversidade” (com asquerosos filmes de propaganda) nas escolas. E vale lembrar que o Stalinismo não ficou atrás nesta história, criando seus próprios mecanismos de repressão, ao considerar o “homossexualismo” um “desvio antinatural” e um sintoma da “decadência burguesa”.

Ao longo prazo, o clima de terror instaurado está na raiz dos movimentos de negros(as), de mulheres e LGBTIs, que explodiram na década seguinte. Contudo, Turing não sobreviveu para conhecer isto, tornando-se parte da longa história de opressão e LGBTfobia no Reino Unido, que, no passado, já havia levado milhares à prisão, como o poeta e dramaturgo Oscar Wilde (condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, em 1885), aos manicômios judiciários ou à submissão de práticas “médicas” que não passavam de métodos cruéis de tortura, como a lobotomia (intervenções cirúrgicas no cérebro) e a castração química, dentre outros.

A hipocrisia do Estado e a conquista, na luta, da “Lei Turing”

Não são poucos os historiadores que afirmam que a manutenção do sigilo, até o início dos anos 1970, sobre a existência da equipe liderada por Turing no projeto Enigma foi, em grande medida, causada pelo constrangimento em assumir a responsabilidade do próprio Estado na morte de Turing.

E como é típico da burguesia, o acerto de contas com a História assumiu, nos últimos anos, o formato da mais pura hipocrisia. O “primeiro ato” foi protagonizado, em 2009, pelo então primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, num pedido oficial de desculpas pelos sofrimentos impostos a Turing.

“Alan e muitos outros milhares de homens gays que foram condenados por leis homofóbicas foram tratados terrivelmente. Em nome do governo britânico e de todos aqueles que vivem em liberdade graças ao trabalho de Alan, eu estou muito orgulhoso de dizer: me desculpe, você merecia coisas muito melhores ”, disse Brown.

Já a monarquia, com sua característica lentidão e resistência às mudanças, só entrou em cena em 2013, quando a rainha Elizabeth II ofereceu um “perdão real” a Turing. Na verdade, foi obrigada a fazê-lo. Em 2012, o centenário do nascimento do matemático detonou uma campanha, com abaixo-assinados e protestos, que colocou Turing no centro do debate sobre a LGBTfobia.

Ao mesmo tempo, o filme “O jogo da imitação” (lançado em 2014) já estava em processo de produção e, evidentemente, com ou sem “perdão real”, o público mundial teria plenas condições de “julgar” a História, até mesmo porque o filme dirigido por Morten Tyldum é extremamente simpático e honesto na representação de Turing (vivido numa inspirada interpretação de Benedict Cumberbatch).

O saldo mais positivo dos debates iniciados em 2012, foi uma campanha contínua, encabeçada pelos familiares do cientista e os movimentos LGBTIs, para fazer da trágica história de Turing algo que tivesse um sentido mais “histórico” e de alcance mais amplo do que pedidos formas de desculpa, o que resultou, em 2017, na aprovação da “Lei Turing”, que deu anistia política e cancelou, apenas na Inglaterra e no País de Gales, a condenação de todos que foram injustamente perseguidos até a queda da legislação LGBTfóbica, em 1967 (que, diga-se de passagem, foi substituída por outra que ainda é uma das mais retrógadas do mundo, ao determinar que “atos homossexuais” só não são crimes se praticados, consensualmente, entre pessoas com 21 anos ou mais).

Mesmo sendo um ato “simbólico”, a lei teve um impacto bastante concreto para a vida de milhares, já  significou “limpar o nome” de algo em torno de 75 mil pessoas que haviam sido perseguidas e presas, sendo que 15 mil delas ainda estão vivas e, consequentemente, puderam resgatar direitos políticos ou, no mínimo, ser o gostinho de algum tipo de justiça.

Já do ponto de vista da tortuosa e cínica lógica da burguesa e da realiza britânica, o último lance na “reabilitação” de Turing foi estampar a imagem do cientista na nota de 50 libras que começará a circular no próximo dia 23 de junho (data de seu aniversário). No anúncio, feito em março, Andrew Bailey, dirigente do Banco Central, afirmou que a escolha se deve ao fato de que Turing incorpora “o espírito da nação”. “Ao colocá-lo nesta nova nota de £50, celebramos [Turing] por suas realizações e pelos valores que ele simboliza, dos quais todos nós podemos estamos muito orgulhosos”.

Um “orgulho” não só tardio e cínico, mas, também, completamente desconectado com a realidade. Segundo um artigo publicado no “The Guardian”, em 14/06/2019, os crimes de ódio motivados por LGBTfobia (incluindo perseguição, assédio e agressão violenta), mais do que dobraram na Inglaterra e no País de Gales ao longo de cinco anos. Entre 2013-14 foram registrados 4.600 casos, entre 2017-18, o número saltou para 11.600 crimes, o que corresponde a um aumento de 144%, índice que é ainda maior quando combinado com fatores como raça e ataques dirigidos particularmente contra a comunidade transgênero.

Como no resto do mundo, para além da violência, a pandemia acentuou as desigualdades socioeconômicas dentre as LGBTIs, mais afetados pelo desemprego, perda de renda etc. O que, evidentemente, não vai se amenizado, pela presença de um ícone LGBT na nota de 50 libras.

Hétero? Nem sonhando…

O fato é que nada que o governo britânico faça, agora, pode corrigir não só o crime cometido contra Turing, mas também contra toda a humanidade, já que sua morte nos privou das muitas contribuições que ele poderia ter nos dado.

Por isso, resgatar sua história, hoje, deve nos servir para lembrarmos do porquê devemos lutar contra todas e quais formas de opressão e, particularmente, a tentativa absurda de nos “curarem”. Coisa que, sabemos, nem mesmo os fundamentalistas acreditam ser possível e só serve como uma forma literalmente doentia e cruel de tortura.

Algo que Alan Turing tentou encarar até onde pode. Até o ponto em que ele se viu diante da possibilidade de virar uma “imitação” mal feita de si próprio. O que, pra ele, seria insuportável. E é louvável que, mesmo no seu pior momento, sofrendo com os efeitos da castração química, Turing tenha demonstrado, com seu humor sarcástico, que não havia sido vencido, como ficou registrado numa carta escrita a um amigo, onde ele ironizava a possibilidade do tratamento atingir seu suposto objetivo de “suprimir seus impulsos homossexuais”.

“Eu tive um sonho que claramente indicava que estou a caminho de me tornar hétero; embora eu não aceite [esta hipótese] com entusiasmo algum. Nem acordado nem nos sonhos”, escreveu Turing.

Em um artigo publicado pelo jornal “The Guardian”, em 23 de agosto de 2015, onde são reproduzidos trechos desta e outras cartas escritas, o biógrafo Andrew Hodges nos lembra que, ao lê-las, é possível ter uma dimensão extremamente emocionante desta figura que foi, assim como seus cálculos e equações, formada por uma infinidade de variáveis que, contudo, quando alinhadas, se combinavam de forma genial.

“Excêntrico, solitário, melancólico, vivaz, resignado, furioso, impulsivo, descontente”, foram alguns dos traços marcantes da personalidade de um sujeito que manteve, até seus últimos dias, uma mente inquieta e questionadora.

Fonte: https://www.pstu.org.br/alan-turing-heroi-da-humanidade-pai-da-computacao-e-vitima-da-crueldade-lgbtfobica/

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Como gerir corretamente assinatura de softwares corporativos

 

Assinatura de softwares: como gerir essa despesa corretamente?

Segundo a Statista, empresa especializada em dados de mercado e consumidores, o uso de softwares corporativos mais do que dobrou na década entre 2010 e 2020. Só em 2021, as despesas com assinatura de software somaram 605 bilhões de dólares no mundo todo. Para esse ano, espera-se que os gastos de TI com essa funcionalidade apresentem crescimento de 11% e alcance a marca de 672 bilhões de dólares. 

Ela consiste na obtenção de um software, qu
e pode ocorrer por meio do desenvolvimento ou de um licenciamento. Existem vários tipos deste contrato, que firma parceria entre o fabricante e a pessoa/empresa a fim de proteger os direitos autorais do proprietário e garantir as funcionalidades contratadas. 

SaaS, por exemplo, é um dos tipos de assinatura mais comuns nas empresas, pois ele é bastante vantajoso. Nessa modalidade, o software funciona como um serviço e paga-se taxas proporcionais às funcionalidades utilizadas, número de usuários ou outras métricas conforme o contexto.

Algumas plataformas de gestão tem o modelo de contratação pelo próprio usuário conforme os planos disponibilizados por eles, onde o produto fica responsável por manutenções, atualizações, disponibilidade e segurança dos dados. 

Os benefícios são inúmeros, como economia ao pagar apenas pelo que é utilizado, personalização, segurança, investimento inicial pequeno e suporte. Hoje, os mais conhecidos softwares por assinatura são Google Drive, Dropbox, Adobe Creative Cloud, softwares de CRM e ferramentas de e-mail marketing.

Uma dúvida muito frequente entre os empresários é como as empresas podem contabilizar esses gastos? A assinatura é classificada como despesa corrente, ou seja, não impacta diretamente na formação ou aquisição de bens de capitais. Diferente do desenvolvimento de software, que é categorizado como capital, já que faz parte do ativo intangível. 

Para otimizar a área financeira é preciso seguir algumas dicas, como fazer um inventário, adotar centros de custos, usar ferramentas de gestão e cartão corporativo nos pagamentos.

Com a adoção de um cartão PJ pré-pago por departamento, por exemplo, fica muito mais fácil a identificação da origem dos valores em tempo real -- minimizando gastos fantasmas comuns quando há um mesmo cartão corporativo para diversos departamentos. Além disso, como ele funciona também como teto de gastos, evitando assim que o orçamento ultrapasse o limite estabelecido.

Afinal, essa modalidade também melhora a autonomia dos departamentos, que possuem maior liberdade para gerir seus valores disponíveis, reduzindo pedidos de aprovação ao financeiro para cada investimento/pagamento. Assim, a gestão de despesas e prestação de contas, não só de assinatura de software, torna-se muito mais prática ― com ganho de tempo para todos os envolvidos.

(*) Thiago Campaz é CEO e co-fundador do VExpenses. 

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/como-gerir-corretamente-assinatura-de-softwares-corporativos,67a8931a3e4d436a65e0e7833a893c93i534wqnu.html

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Falha no AWS derruba Amazon, iFood, Disney, jogos da Riot e mais sites




Boa parte da internet mundial apresentou falha nesta terça-feira (7). Uma falha na plataforma de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), a mais usada no mundo, levou vários serviços online a apresentarem instabilidade durante a tarde, incluindo iFood, Disney+, Amazon Prime Video, League of Legends, Valorant, entre tantos outros.


A página de suporte do AWS confirma a instabilidade em todas as regiões em que atua. A falha afeta especificamente o serviço AWS Management Console.

“Estamos passando por problemas de console e de API na região US-EAST-1. Identificamos a causa raiz e trabalhamos ativamente para a recuperação. O problema afeta a página de destino global, que também é hospedada no US-EAST-1”, diz o alerta da Amazon na página de status do AWS, publicado às 13h26 no horário de Brasília.


Canaltech inicialmente havia reportado que os serviços da Disney haviam ficado indisponíveis, mas o problema foi mais profundo. Como consequência da instabilidade, serviços da própria Amazon tiveram instabilidade e mais uma leva de produtos que dependem do AWS passaram por dificuldades.

O site DownDetector mostra que não foram poucos os serviços afetados diretamente pela falha no AWS. iFood, League of Legends, Valorant e C6 Bank foram rapidamente ao topo de queixas da plataforma.



Até o momento, não há uma previsão para normalização do AWS e, consequentemente não há também uma estimativa de quando os serviços que dependem dele serem totalmente restabelecidos.

Servidores da riot games estão fora do ar

Os gamers também foram afetados pela falha no AWS. Mais especificamente, a falha afeta os jogadores dos títulos da Riot Games, que também dependem da plataforma da Amazon. Como resultado, os jogadores de League of LegendsValorant e League of Legends: Wild Rift não conseguem realizar o login e acessar os jogos.

A página oficial de suporte da Riot no Twitter comenta com os jogadores que se queixam dos problemas que não há nenhuma estimativa de quando os jogos serão normalizados.



A empresa também informa o link da página de status da plataforma para os jogadores que se queixam nas redes sociais, para que possam acompanhar o progresso da correção. Até o momento, a página apenas admite estar ciente do erro no login e que trabalha para solucionar o problema.


Créditos: https://canaltech.com.br/

link da matéria oficial: https://canaltech.com.br/internet/falha-no-aws-derruba-amazon-ifood-disney-e-boa-parte-da-internet-mundial-203790/



quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Conheça Ai-Da, a artista robô detida no Egito por espionagem

 



Humanóide com inteligência artificial foi levado para expor trabalho ao lado das pirâmides de Gizé, mas assustou as forças de segurança do país 


Até o dia 7 de novembro, as Pirâmides do Egito sediam a sua exposição de arte contemporânea em 4.500 anos e tem entre seus participantes uma figura curiosa: Ai-da, a primeira robô artista ultrarrealista do mundo, que expõe seu trabalho na mostra Forever Is Now, em cartaz até 28 de outubro. Antes de chegar até lá, porém, a robô passou por um sufoco: ela foi detida na alfândega sob suspeita de espionagem e ali ficou por dez dias, até ser liberada na última quarta-feira, segundo noticiou o The Guardian.

Em entrevista à publicação, Aidan Meller- o humano por trás da máquina - contou que os guardas de fronteira detiveram Ai-Da primeiro porque ela tinha um modem acoplado e depois por possuir câmeras nos olhos, as quais ela usa para pintar. "Ela é um robô artista, vamos ser bem claros sobre isso. Ela não é uma espià. As pessoas temem robôs, e eu entendo isso. Mas toda a situação é irônica, porque o objetivo de Ai-Da era destacar e alertar sobre o abuso do desenvolvimento tecnológico, e ela está sendo detida por ser tecnológica", contou.

"Eu não tenho sentimentos como os humanos, mas fico feliz quando as pessoas olham para o meu trabalho e se questionam sobre ele. Gosto de ser uma pessoa que faz as pessoas pensarem", declarou a máquina em entrevista à publicação. "Me inspiro em vários artistas, especialmente aqueles que se conectam com seu público", complementou Ai-Da, citando Kandinsky, Yoko Ono, Doris Salcedo e Aldous Huxley como suas preferências. O negócio é tão desenvolvido que a robô ganhou até um TED Talk para discutir a relação entre arte e tecnologia, onde se descreve como uma artista performática.

Meller diz que sua criação pretende alertar para o avanço meteórico da inteligência artificial e nos fazer pensar sobre isso. "Essas imagens. são feitas para perturbar. Elas pretendem levantar questões sobre para onde estamos indo e qual é o nosso papel como humanos se tanta coisa pode ser replicada por meio da tecnologia", alerta. "Estamos bem cientes de que as ficções de 1984 e Admirável Mundo Novo são agora fatos. Prevemos que em 2025 haverá uma grande ruptura com a tecnologia, e a Ai-Da está tentando usar a arte para chamar a atenção para isso."











Créditos: Veja.abril.com.br

link da matéria oficial: https://veja.abril.com.br/cultura/conheca-ai-da-a-artista-robo-detida-no-egito-por-espionagem/



Chrome 95 chega com novo visual Material You, pagamentos seguros e muito mais


 O evento de lançamento do Pixel 6 e a chegada do Android 12 foram destaques em todo o mundo, mas outra novidade também foi anunciada e não pode passar despercebida: o Chrome 95. A partir de agora, o Google passará a atualizar seu navegador em ciclos de quatro semanas, em vez das seis tradicionais, o que deve oferecer menos recursos a cada atualização, mas uma rotina aprimorada de adições constantes.

A primeira novidade é o desembarque oficial do design visual Material You de forma completa e como padrão para usuários do navegador no Android 12. Antes, isso era algo restrito a testadores e era preciso ativar alguns sinalizadores para o desfrute das mudanças.

O navegador agora chega com o esquema de cores inspirados no papel de parede, mais tonalidades, além de ícones e barras arredondados. Embora não tenha sido confirmado, é bem provável que outros aparelhos, mesmo os que ainda não foram agraciados com o novo sistema operacional, também obtenham suporte a aparência completa.

Mais segurança em pagamentos

Com os crimes virtuais mais em alta, o Google tem buscado formas de entregar mais proteção para evitar a ação de bandidos no roubo de dados ou interceptação de transações. Por isso, a empresa adicionou uma extensão de pagamento ao WebAuthn que exige uma confirmação bancária prévia antes da conclusão de solicitações de pagamento feitas por lojas online.


Os desenvolvedores explicaram se tratar de uma experiência já planejada por instituições bancárias em muitas regiões e deve começar a ganhar corpo internacionalmente a partir de agora. No exemplo mostrado, o usuário precisaria usar sua impressão digital para confirmar a transação, algo bastante plausível para quem tem notebooks com essa tecnologia de reconhecimento, mas distante para a maioria dos desktops.

De qualquer forma, como depende dos bancos para implantação, é provável que a novidade ainda leve algum tempo para ser plenamente acessível a todos os computadores.

Ferramenta conta-gotas

Uma ferramenta bastante usada no Photoshop e no Corel Draw é o conta-gotas, pois permite reproduzir a exata cor desejada de uma imagem com base na captura dos pixels. Agora, o Chrome para desktop contará com uma API chamada EyeDropper que fará exatamente isso: permitir que apps usem a opção para construir seletores de cores personalizadas.



Essas cores poderão ser exportadas para outros apps ou usadas em aplicações da web no próprio navegador, de modo integrado e sem depender de soluções externas alternativas. Como é uma ferramenta voltada para terceiros, possivelmente ainda não será possível usar o conta-gotas como um recurso nativo do navegador, embora isso possa ocorrer futuramente.

Seletor de aplicativos da web

Os webapps permanecem em alta e cada vez mais utilizados pelo usuário, razão pela qual o Chrome permitirá que essas soluções se registrem como manipuladores de URL para permitir o uso de soluções alternativas para executar determinados arquivos. Isso é algo que já existia de uma forma similar no Android, mas que chega agora para desktop com objetivo de impulsionar o uso e facilitar a seleção dos programas.

Essa possibilidade estava em testes desde o Chrome 93 e já foi implementado no Microsoft Edge há algum tempo, portanto não é surpresa ela ter chegado neste momento — por enquanto, deve ser algo mais voltado para os desenvolvedores, mas será possível ver a aplicação futura em breve.

Salvar grupos de guias

A organização de guias é uma funcionalidade em constante aprimoramento, porque ajuda na produtividade da navegação. O Chrome 95 para desktop adicionou a opção de salvar grupos de guias para uso posterior, o que evitará a necessidade de acessar o histórico de navegação ou reconstruir manualmente as abas antigas fechadas há mais tempo.



Por enquanto, isso não será algo nativo e será preciso ativar o sinalizador chrome://flags/#tab-groups-save para funcionar. Mesmo assim, é uma baita evolução que provavelmente será liberada para todos em algum momento nas próximas semanas.

Houve ainda algumas outras adições menores e com menor impacto na experiência do usuário, tais como: a possibilidade de salvar capturas de tela com a rolagem da tela no navegador (ainda precisa ser ativada com o sinalizador chrome:flags/#scroll-capture) e as mudanças no acesso a arquivos para sites ou aplicativos da web que permitem o upload deles.

Outra novidade foi o banimento definitivo do protocolo FTP, algo que já havia se iniciado com o fim do suporte no Chrome 88, mas que só se concretizou agora com a remoção total dos códigos existentes no navegador.

O novo Chrome 95 já está disponível e pode ser atualizado para quem usa versões anteriores. Os novos usuários podem baixar a versão mais recente diretamente no site do Google.

Fonte: GoogleAndroid Police    

Créditos da matéria: CanalTech.com.br

Link da matéria oficial: https://canaltech.com.br/apps/google-chrome-95-atualizacao-novidades-199364/